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Profissional de marketing e comunicação e fundadora do Grupo Mulheres de Negócios. Atuou em empresas de TI como Scopus, Sun Microsystems e PTC. É formada em Letras, com Pós-Graduação em Jornalismo, Comunicação Social e Negócios. Autora do livro "O Homem que Entendia as Mulheres", publicado pela AllPrint Editora (2005).

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A Liderança Feminina na Gestão do Coronavírus Postado em: 24/04/2020


O que a Alemanha, Finlândia, Islândia, Taiwan, Nova Zelândia, Noruega e  Dinamarca têm em comum? Mulheres no poder! São líderes destemidas na luta contra o Covid-19, obtendo resultados promissores ao reduzir as mortes e minimizar a dor da população que representam. Estas mulheres sabem como desenvolver estratégias e liderar equipes no cenário da pandemia e diariamente tomam decisões baseadas em empatia, foco, parcerias, assertividade, equilíbrio, resiliência, risco, colaboração e  segurança.

Por sua atuação, estas governantes têm servido de paradigma para outros líderes no gerenciamento da crise que abala o mundo, e principalmente a mulher: elas representam 70% dos profissionais de saúde em todo o mundo; são vítimas  da violência doméstica; estão mais sujeitas a empregos informais e/ou mal remunerados e dedicam em média, 21 horas por semana com afazeres domésticos e cuidado de pessoas - na pandemia este tempo deve ter se multiplicado várias vezes. Para elas, o Covid-19 é um inimigo exigente, invisível e cruel.

Mas o que as líderes globais estão fazendo?  Katrín Jakobsdóttir (Islândia) foi prática e ágil e testou gratuitamente 10% da população, além de adotar um completo sistema de rastreamento dos casos. Tsai Ing-Wen (Taiwan) intensificou a produção de equipamentos de proteção individual e tomou medidas preventivas no dia 31/12, assim que soube do vírus em Wuhan.  Jacinda Ardern (Nova Zelândia) foi proativa, adotando medidas para "eliminar" a curva.  Sua estratégia "go hard and go early" - enfrentar a crise de maneira dura e no ínicio, foi abordar a crise imediatamente, restringindo totalmente o acesso ao país com apenas 100 infectados.  Angela Merkel (Alemanha) compreendeu logo de início a seriedade do problema e impôs várias medidas de teste, rastreamento e isolamento da população. Erna Solberg (Noruega) adotou programas para contenção do vírus e já é um dos poucos países a flexibilizar as restrições de isolamento. Sanna Marin (Finlândia) usou o poder e a influência das redes sociais para combater a epidemia. Lá, as crianças já começam a retornar às aulas, facilitando o retorno dos pais ao trabalho.  Mette Frederiksen (Dinamarca) permitiu a reabertura das escolas primárias, com rigorosas medidas de higiene para evitar o contágio e sem reuniões entre professores ou aglomerações de alunos na sala. O país começa a liberar gradualmente o funcionamento de comércio e serviços. Todas as ações desenvolvidas levaram em conta as condições sociais, econômicas e estruturais de cada região, bem como o tamanho da população,  evidentemente.

É obvio que estas mulheres devem ter enfrentado resistência de seus pares, da população e talvez até da família, mas foram firmes em seus propósitos. Tomaram decisões radicais, nem sempre simpáticas, mas que visaram a saúde e bem estar da população e estão tendo resultados animadores. Mulheres inspiradoras, que merecem respeito e admiração em nível global.


Gladis Costa

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