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Publicitário, formado pela FAAP, com pós-graduação em marketing pela USJT e Gestão de Contact Center pela Unicamp. Atua há mais de 20 anos em Customer Experience.

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Reveja seu algoritmo pessoal Postado em: 30/09/2019

Até o digital era obrigatório um intermediador humano regulando o aprendizado - controlando inclusive horário, local específico, hora do lanche etc. Após o digital é preciso reaprender a aprender. Hoje é possível aproveitar o tempo estudando no ônibus, lendo ou assistindo vídeos online - fazendo a curadoria da sua própria jornada de aprendizado. Perceba que isto é diferente do que aprender usando simplesmente novas tecnologias. 

O livro era impresso e as programações do rádio e da televisão eram muito caras para serem produzidas e, por isso, tinham uma determinada grade a ser perseguida. A nossa forma de perceber a realidade foi montada para um mundo fixo, que já vinha pronto. Todos nós bebíamos das mesmas fontes. Hoje, dizem que o mundo é líquido. A exigência é pelo aumento do algoritmo pessoal. 

Saímos do século 20 mas no trabalho ainda resistimos às mudanças como sobrevivência ao legado dos nossos cargos, empregos e profissões. Bastava repetir que já estava bom. 

Neste século 21 somos obrigados a pensar em inovação - e aqui mora o conflito, pois é justamente fazer o que vimos fazendo até agora é o que seguramente garante o pão no final do mês. Nem temos como ser avaliados, na maioria das empresas, por colocar tudo em risco e começar a fazer diferente. Quantos chefes estão prontos para abrir mão do poder que detém sobre os seus funcionários?

E talvez este seja o motivo que não enxergamos empresas tradicionais migrando para o mundo digital. A empresa tradicional morre, mas não consegue migrar para o digital. O mindset é o de permanecer estável. Porém, ficar na média é uma opção que funciona bem quando a taxa de competitividade é baixa. No entanto, com o cenário atual de brutal concorrência, se manter conservador pode ser muito arriscado. 

Veja por exemplo o artigo da revista InfoMoney (set/2018) ressaltando que empresas como Google, IBM e Apple não exigem mais o diploma na hora da contratação de novos funcionários (infomoney.com). Se o individuo está empoderado, a exigência é pela competência, pelo poder de realização do profissional. Por este motivo as habilidades comportamentais para lidar com pessoas (soft skill) estão em alta, em contraste com a formação alcançada apenas com livros e pela quantidade de diplomas e certificados conquistados. 

Outro sinal dos novos tempos é o Movimento Maker. Esta cultura moderna tem em sua base a ideia de que pessoas comuns podem construir, consertar, modificar e fabricar os mais diversos tipos de objetos e projetos com suas próprias mãos. Hoje em dia, com a chegada e popularização de tecnologias de construção super sofisticadas como a impressão 3D, o Movimento Maker pode ser apenas o início de uma revolução industrial de proporções gigantescas e bastantes profundas para nossa sociedade.

Enfim, saber viver neste novo século é o ponto crítico que nos diferenciará dos robôs.


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