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Psicóloga, palestrante e consultora de empresas e escolas. É graduada em Psicologia pela Universidade Metodista de São Paulo e Pedagogia pela UNIABC. Tem pós-graduação em Gestão Pedagógica e especialização em Neurociência da Aprendizagem pela Uninove. Com mais de 25 anos de experiência em psicologia clínica e escolar, atuou como gestora de escolas e orientadora educacional.

marcia.peredelski@gmail.com

O jovem e o mercado de trabalho Postado em: 06/07/2017


Em uma das escolas que trabalho desenvolvo um projeto de orientação profissional e aplico testes de aptidão e interesse profissional para jovens do ensino médio cujo objetivo é auxiliá-los em suas escolhas profissionais.

O que têm me surpreendido nesta experiência é que cada vez mais percebo jovens angustiados, inseguros e tementes em escolher uma profissão pelo qual nunca tiveram contato e nem procuraram saber mais detalhes a respeito dos prós e contras da profissão.

O jovem tem se mostrado desorientado em relação as suas escolhas e a vida, isso devido ao fato de demorarem para adentrarem ao mercado de trabalho e  ao fato de serem super protegidos pelos pais que temem em preparar seus filhos  para o mundo.

Essa superproteção impede que o jovem adquira segurança e aprenda a lidar com frustração e isso faz com que ele se perceba como está despreparado para enfrentar o mercado de trabalho. Esses "Super Pais" não permitem que seus filhos aprendam a lidar com perdas, visto que em competições escolares não admitem que o filho saia sem ganhar pelo menos uma medalha.

Muitos finalizam o ensino médio sem nunca ter trabalhado, sem nunca te experimentado suas preferências e suas habilidades. Entrar para uma universidade e ter que escolher uma futura profissão sem nunca ter vivenciado o que é trabalhar gera no jovem muitas incertezas e inseguranças. É como se ele tivesse que amadurecer de uma hora para outra sem ter sido preparado para aquilo.

Para que possamos preparar bem os nossos jovens para o mercado de trabalho precisamos desde os primeiros anos de vida escolar estimulá-lo a resolver seus problemas, a assumir as consequências de seus erros, a perceberem suas falhas e buscarem possibilidades de acertos. Porém muitas vezes o que vemos são os pais fazendo tudo pelos filhos para impedirem que se frustrem.

Para que o jovem possa fazer escolhas certas ele precisa desenvolver a autoconfiança, ter boa autoestima e ser competente na resolução de conflitos.

O jovem precisa de uma família que o ajude a se preparar  para o mundo, para a vida, para as frustrações e decepções, pois só assim estaremos diante de uma futura geração que saberá o que quer e estará mais bem preparada para o mercado de trabalho.

No projeto de orientação profissional eu sempre mostro para os alunos as 11 lições que Bill Gates deixou em uma palestra que  ministrou em uma escola secundária e quero compartilhar com vocês:

1. A vida não é fácil - acostume-se com isso.

2. O mundo não está preocupado com a sua autoestima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele antes de sentir-se bem com você mesmo.

3. Você não ganhará R$20.000 por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.

4. Se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.

5. Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.

6. Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.

7. Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são "ridículos". Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.

8. Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido. RUA!!! Faça certo da primeira vez!

9. A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.

10. Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.

11. Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles.

Por isso, vamos pensar sobre que jovem estamos preparando para a vida.

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