Busca: Nossos Servicos: RSS - O quê é isso?
Home do Blog Marcos Fábio Mazza

Consultor na Mazza Consultoria em Gestão Empresarial, Treinamentos e Capacitações. Autor dos livros "CRM Sucessos & Insucessos (2009) e Clientes & Empresas como Cães & Gatos (2012)".

mazza.ma@hotmail.com

Ano Novo - Vida Nova (Será?) Postado em: 05/01/2011

 

Ano Novo e todos temos aquela vontade de mudar as nossas vidas, fazer um regime, parar de fumar, arrumar outro emprego, trocar de carro, mas quase sempre nada acontece.
     
  
Motivo: O nefasto "inconveniente de mudança"
 
A famosa reação contrária de todo ser humano a resistir a modificações em sua vida ou no seu cotidiano; tudo que nos tira da famosa zona de conforto incomoda muito. Parece besteira mais não é. Muitos executivos se esquecem deste fator ou relevam-no a um segundo plano e com isso colecionam fracassos.  

Você mesmo, amigo leitor, pode ser uma vítima da síndrome do time que esta ganhando não se mexe e não sabe.
Sei que muitos ao lerem iram pensar: "Eu não!".

 

Responda as perguntas abaixo e se caso ocorrer pelo menos uma resposta NÃO,
você também é resistente a mudanças.

 

1ª Pergunta: Outro banco, que não o seu esta lhe oferecendo uma taxa no cheque especial 20% abaixo do que o seu banco lhe oferece. Você troca de banco imediatamente?

R: A maioria não troca simplesmente pelo inconveniente de ter que começar tudo de novo.

 

2ª Pergunta: Você esta cansado do jeito que sua empregada doméstica passa os colarinhos de sua camisa e acaba passando-as você mesmo. Você a dispensa e vai procurar outra?

R: Dá um trabalho né! Desde procurar novamente até a nova se acostumar com seu ritmo de vida, demora.

Melhor passar eu mesmo e não perder o resto que é bom!

 

3ª Pergunta: Você foi convidado para uma reunião com outros deptos. de sua empresa e estes estão propondo que você modifique todo seu modelo de gestão atual, alegando que não é funcional. Você aceita imediatamente e muda o modelo ou argumentará até o fim que o que você já faz é o correto?

R: "Estes caras pensam que entendem o que eu faço melhor que eu mesmo", eu é que não vou mudar, se eles querem mesmo eles que mudem!"

 

Todo ser humano é resistente a mudar aquilo que já faz bem, ou que não faz bem. Mudanças são desconfortáveis, se você já mudou de residência, pode ter uma idéia do transtorno causado. Somos todos muito apegados "ao nosso modo de vida" e ao cotidiano, mesmo aquelas pessoas que não gostam do cotidiano são resistentes a mudanças; mude-o para um trabalho burocrático e repetitivo e sinta o resultado catastrófico que vem imediatamente.

 

Nas empresas mudanças de processos internos e até de ferramentas tecnológicas causam o mesmo transtorno.  

Outro paradigma que precisa ser quebrado:

 

O inconveniente não é proporcional à idade do colaborador ou ao seu tempo de casa, mas sim é proporcional a nossa capacidade de vendermos a ele a mudança ou da capacidade dele em aprender o que estamos lhe ensinando.

 

Vamos conversar agora entre nós, quem faz as empresas girarem? Os funcionários! 

A grande maioria dos fracassos se deve ao fato que os escalões inferiores não entenderam sua proposta ou o inconveniente de mudança era muito grande. Os executivos não dimensionaram o efeito contrário que seria resultado de suas ações.

 

Na prática em um ambiente de trabalho como reconhecemos este ponto? 

A primeira reação a mudança é o colaborador fazer que não entendeu, esperando que seja somente uma ação passageira e que tudo voltará ao normal.
 

Não entendeu pense na sua casa.  

Ex.: Seu filho quando você diz que não vai comprar a batata frita junto com o lanche.

"Por que pai? Eu comi ontem; a Mãe deixa; só hoje tá (desconversando imediatamente)."

 

A segunda reação é não mudar e esperar se será cobrado, se não o for, deixa de fazê-lo e volta tudo ao normal.

 

Mesmo exemplo: Seu filho compra a batata e senta-se à mesa esperando sua reação.

Para que sua (pai) intenção negativa seja percebida e obedecida, existe uma técnica em cursos de venda que orienta á:

 

Refaça sua negativa mudando as palavras, não repita a mesma frase nunca.

"Parece que você não me entendeu eu já disse sem batatas fritas"!

"Nem tem mais nem meio mais eu disse não, vá lá e devolva, JÁ". 

Se ele sentir fraqueza sua nesta hora, me desculpe amigo: Você estará perdido.

 

A terceira é pior - sabotagem: ações para testar a efetividade desta mudança, caso fraquejamos, não será feita e volta ao normal.

Mesmo exemplo: seu filho começa a gritar e bater os pés no meio da lanchonete, aguardando sua reação. A postura frente a estas reações determinará se a proposta de mudança será ou não efetivada. Neste caso não vou interferir no seu modelo de criar filhos.

Outro ponto importante é a participação da gerência média, ou seja, o "chefe", se ele não estiver "comprometido" com esta mudança; esqueça mude de proposta e saia quietinho.

Os maiores responsáveis pelas execuções são os SARGENTOS e não os GENERAIS. Todos pensam que quem manda é o general, mas bom general é aquele que sabe como convencer seus sargentos a fazer aquilo que ele (general) quer e até dar sua vida por esta ação.

O único general que eu ouvi, que morreu em uma batalha foi o Custer. Nos outros casos sempre sobra o general para contar a história.

 

Caso esteja pensando em mudar algo em sua empresa, alguns passos são fortemente recomendados:

 

1. Forme um grupo de discussão que estabeleça as razões de mudar e as conseqüências pró e anti mudança. 

2. Procure envolver pessoas das mais variadas funções e coloque como líder deste grupo, alguém cuja mudança não tenha impacto direto na sua função. Caso não consiga, procure um psicólogo, você não esta pronto para liderar. 

3. Revejam nesta análise os "gargalos" ou pontos que provoquem reações contrárias e o que fazer caso aconteçam. 

4. Defina junto com eles todo o processo de comunicação e capacitação que será utilizado para buscar o comprometimento de todos. 

5. Defina líderes de implementação e gestão da execução, cuidado não é hora para apadrinhamentos ou conchavos corporativos, isto pode prejudicar todo o trabalho feito até aqui. 

6. Procure conversar informalmente com pessoas envolvidas e busque suas opiniões sobre as mudanças estabelecidas. 

7. Reconheça publicamente as pessoas que viabilizaram seu projeto e principalmente: nuca diga MEU projeto e sim NOSSO projeto.

 
Bom inicio de ano e Boas Mudanças!
Veja todos Artigos deste(a) Blogueiro(a) [Comentar (1)] [Enviar por e-mail] [Regras de Uso]

Compartilhe

Twitter Facebook Linkedin
Deixe seu comentário
Nome:
E-mail:
Comentário:
máximo caracteres.
 
Comentários
Postado em: 05/01/2011 às: 11:13 Por: pereira (erivaldo.pereira@syngenta.com)
A mudança é um mal necessário, e inerente ao dia-a-dia da globalização.
Resposta do(a) Blogueiro(a): Postada em: 19/04/2011 às: 16:37
Obrigadooooooo
Arquivo
 
Clientesa.com.br - Blog
Copyright © 2017 - Grube Editorial - Todos os direitos reservados
Powered byCantini Tecnologia