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Professor, advogado especialista em Direito Empresarial, Direito Digital e presidente da Comissão de Direito Digital da OAB/GO e do IGDD - Instituto Goiano de Direito Digital.

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Sobrevivendo às tecnologias disruptivas Postado em: 01/05/2017

Muito se tem discutido sobre tecnologias disruptivas e como elas afetam negócios tradicionais. Esses buscam com todas as forças promoverem a restrição de tais empreendimentos, seja pela via judicial ou por propostas legislativas extremamente restritivas e não raras vezes inconstitucionais. Recentemente a Câmara aprovou um projeto que pretendia inicialmente regulamentar os aplicativos de transporte, como o Uber, porém a emenda apresentada acabou por inviabilizar o serviço, ao considerar que tais modalidades de transporte, claramente privadas, são públicas, sujeitas a maior controle estatal. O projeto segue agora para o Senado.




Esse debate não é de hoje. Até muito recentemente o grande inimigo do mercado audiovisual era a Internet, acusada de ser responsável pela bancarrota de muitas gravadoras, porquanto facilitou a pirataria, sobretudo com aplicativos peer-to-peer. Batalhas judiciais foram travadas e projetos de lei absolutamente invasivos à privacidade dos cidadãos foram apresentados. Casos como o do Napster e projetos como SOPA e PIPA, são os exemplos mais emblemáticos.

O tempo passou e os serviços de streaming tomaram conta da rede. Usuários gradativamente migraram dos downloads ilegais para se tornarem assinantes de serviços como Spotify e Netflix, atraídos por mensalidades bastante acessíveis. A Apple pela Itunes Store também passou a vender conteúdo a preços mais justos, inclusive permitindo a compra de uma determinada música, sem obrigar o usuário a comprar todo o álbum.

Esse exemplo do audiovisual claramente demonstra que é impossível ir contra a inovação tecnológica, sobretudo aquelas que promovem o rompimento de padrões tradicionais. O que é preciso é buscar adaptação, visualizar o mercado e aprender com ele, modernizando seus negócios para não ficar para trás. O mercado de audiovisual se ao invés de ter gastado rios de dinheiro com lobby legislativo e custas judiciais tivesse promovido a inovação poderia hoje estar até em melhor situação, uma vez que poderia abocanhar parcela maior das receitas desse mercado de streaming.

Investimento em inovação não é apenas para empresas de tecnologia. Empresas tradicionais instalam núcleos de incentivo à startups e à inovação tecnológica, muitas criando aceleradoras para capitalizar e orientar os novos empreendimentos, entendendo que novos serviços digitais agregam valor ao negócio e, sobretudo, garantem sua sobrevivência e até crescimento na era digital. 

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